Abordando temas sensíveis de saúde mental com a Equipe

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Falar sobre Saúde Mental ainda gera muito desconforto nas organizações, mas silenciar pode ser ainda mais prejudicial. O ambiente de trabalho é parte importante da vida das pessoas e, por isso, o RH tem um papel fundamental em trazer a conversa à tona, de forma responsável, empática e prática.

Segundo o médico e pesquisador Augusto Cury, “nós vivemos na era mais estressada da história, e a ansiedade tem se tornado o mal do século”. Essa realidade não fica do lado de fora quando as pessoas chegam para trabalhar. Por isso, é necessário que os times de Recursos Humanos sejam protagonistas em criar espaços de acolhimento.

É uma tarefa difícil, certo?

Uma das dificuldades mais comuns é: como falar sobre um tema tão sensível sem parecer invasivo ou superficial. O segredo está em unir informação de qualidade, escuta ativa e ações que realmente façam diferença na rotina.

Como o RH pode abordar Saúde Mental de forma prática

  • Promovendo rodas de conversa com especialistas
    Psicólogos ou psiquiatras convidados podem explicar sinais de alerta e formas de buscar ajuda. Essas rodas devem ser abertas e opcionais, mas acima de tudo seguras. O psiquiatra Drauzio Varella costuma dizer que “o silêncio em torno da saúde mental alimenta o preconceito”, e esse é exatamente o tipo de barreira que a empresa pode ajudar a quebrar.
  • Capacitando líderes para reconhecer sinais
    Nem sempre os gestores sabem como agir quando percebem alguém sobrecarregado. O RH pode oferecer treinamentos sobre escuta ativa e empatia, ajudando líderes a se tornarem pontos de apoio e não de julgamento. Pequenos gestos de reconhecimento e acolhimento fazem diferença.
  • Criando canais de apoio sigilosos
    Uma caixa de sugestões anônima, um e-mail de escuta confidencial ou até parcerias com serviços externos, como o CVV (Centro de Valorização da Vida, 188), podem ser caminhos para que colaboradores se sintam à vontade em pedir ajuda.
  • Integrando ações à legislação atual
    Em 2024, a Portaria MTE nº 1.419 reforçou a necessidade de reconhecer transtornos mentais como doenças relacionadas ao trabalho, exigindo medidas preventivas e acompanhamento adequado em casos de afastamento. O RH, junto ao setor de Saúde e Segurança, precisa estar atento a essas obrigações para transformar a lei em cuidado concreto.
  • Promovendo bem-estar no dia a dia
    Atividades simples, como pausas guiadas para alongamento, incentivo à prática de exercícios, campanhas internas de autocuidado ou até mesmo um mural com mensagens positivas, contribuem para criar um bom ambiente de apoio.

O impacto dessa conscientização no ambiente de trabalho

Quando a empresa trata a saúde mental como prioridade, demonstra que enxerga suas pessoas de forma integral, reconhecendo suas vulnerabilidades e potencialidades.

Ao final, não é apenas sobre prevenir casos graves. É sobre cultivar relações mais humanas, abrir espaço para conversas que salvam vidas e cumprir com responsabilidade social e legal. Todo mundo sai ganhando.

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